terça-feira, 14 de outubro de 2014

RENACIMENTO DO BLOG

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Bem, depois de Anos, estou com planos de retomar o blog. Reativei as antigas postagens, e estarei entrando em contato com os antigos membros. A quem nos acompanhava, desculpem pelo hiato, em um post mais afrente explicarei tudo.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A canção do Cisne

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Sob o manto da noite, a figura branca se apresenta,
neste palco lúgrebe e sombrio, 
o marfim tênue sob a luz da lua,
banhando-se em águas negras e escusas.

Movimentos de balé sobre o véu.
Olha sereno como o fogo.
Entoa seus cânticos em direção aos céus.
Enquanto sua alma deixa o seu corpo.

O que é a vida?
O que é o amor?
E que valor tem, 
a alma de um sofredor?


Desespero e ódio.
Contemplam a solidão.
Palavras são vento.
E o vento, canção.

O ato chega ao seu fim
A triste voz agora emudeceu.
O réquiem final do cisne.
que à Morte, enfim, cedeu.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Instantes

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Deitado sob um céu azul, o garotinho observava as nuvens dançarem em plena luz do dia: Um espetáculo único diante de seus ternos olhos. Ele então sorri, e desvanece em pensamentos e sonhos inocentes, tai quais apenas a imaginação de uma criança poderia conceber. Tudo em um simples piscar de olhos, um único instante.

Neste momento ele observa luzes douradas e anis que refletem em seus olhos levando-o para longe da realidade. Embarcando em aventuras fantásticas ele visita lugares exóticos e fascinantes dos quais nunca ouvira falar, terras distantes e as vezes místicas e outras nitidamente surreais. Imagina cavaleiros andantes, criaturas fantásticas e princesas tão perfeitas quanto irreais.

Nesse momento ele sente-se livre, como sem nenhum outro. Livre das prisões do dia-a-dia, dos pesados fardos que colocam em seus ombros. E nesse simples instante, consegue vislumbrar os mistérios da vida, e o quão bom é viver, o quão bom é ser humano, com todas suas virtudes e vícios, imperfeições, manias e desejos.

E, apenas por mais um instante, ele tenta-se manter ali, tenta voltar a reviver as lindas experiências daquele maravilhoso lugar, como se esta fosse sua realidade. Mas o momento passa, o despertador toca, e o menino volta a ser homem.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Olhos de Inverno

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Figura da minha galeria: odesigner.deviantart.com




 A figura esguia de longos cabelos negros e mantos sujos caminhava por entre as árvores enquanto pequenos flocos de neve caiam. Seu andar disforme demonstrava que algo não se passava bem em seu interior, talvez o frio dessa região montanhosa fosse demais para ele, mas essa não era a realidade.
Enquanto caminhava ele lembrava-se de muitos locais que visitara em sua longa jornada, desertos escaldantes, ilhas habitadas por criaturas exóticas, florestas chuvosas onde se pode encontrar todo tipo de coisa. Mas sua real busca deixava tudo isso para traz.
De repente as memorias de sua infância surgem, palavras quase sem importância para os outros mas que marcaram sua vida. “Você sonha demais” era a maior lembrança que tinha do que sua mãe lhe dizia, de seu pai era um tabefe que ganhou ao pronunciar que iria sair de casa para conhecer o mundo.
Bem, mas isso não o mais importava. Já haviam passado-se anos desde que ele deixou aquela pequena vila na sobra da copa dos seus senhores, já haviam-se passado léguas do caminho em que conseguia voltar, e já haviam se passado batalhas demais para que as cicatrizes em sua mente pudessem manter-se longes de seu coração.
Em sue caminho ele encontra então a saliência que marcava onde deveria subir para encontrar a pessoa que procurava, ou encarar o que ela lhe disse-se.
Já havia se passado algum tempo, uma hora ou duas desde o momento em que começara a escalar o cume. A noite anterior havia sido desastrosa, por um pequeno embaçamento em sua visão, quase perdera o equilíbrio e passaria a eternidade em meio aquela escuridão. Não sabia entretanto se o que sentia era cansaço ou algum efeito daquela altura e frio que se instalava em seu pulmão, mas a cada passo a escalada tornava-se mais dificil.
Contudo, uma chama de esperança o aqueceu quando ele enfim conseguiu avistar o topo, e dentro de seu tempo alcança-lo. Para sua surpresa o homem parecia esta o aguardando a muito tempo.

- Vim de muito longe a procura do sábio desta montanha, este é você?

Disse enquanto tirava o capuz e encarava o homem sentado em peles enfrente a uma fogueira que pouco aquecia, mas permitia seu chá manter-se quente. Homem este, que usava adornos de penas e peles, e fumava um enorme cachimbo de madeira que soltou uma baforada enquanto disse:

- Eu sei o que procura, jovem. Mas não encontrará aqui ou em qualquer outro lugar.

Surpreso com a fala do homem de aparencia digna, veneravel e de postura quase divina indagou, enquanto o suor escapava por entre seus cabelos lisos como  a seda.

- E por acaso sereis um adivinho para conhecer o desejo dos outros? É algum tipo de criatura celestial ou profeta do destino?

- Não. Apenas vejo em seus olhos. Olhos que um dia almejaram o futuro, olhos rubros como o sangue, olhos que desejaram mais do que se pode agarrar. Olhos de um amaldiçoado.

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terça-feira, 15 de maio de 2012

O Menino do Fogo

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Trilha para leitura:

I
Tinha sido encontrado no que restou da pequena vila à beira da estrada das rosas. O próprio Lorde Pierron o avistou se movendo no chão de terra enegrecida em meio a casas e cadáveres tostados. Um churrasco de palha, madeira, animais e gente. O menino de cabelos loiros amarelados não tinha mais que três anos de idade e milagrosamente – ou ironicamente - parecia ser o único sobrevivente ao ataque dos selvagens verdes da floresta de Wirewood. Para Pierron, aquela devastação e crueldade não parecia ter sido coisa dos elfos, mas de gente, gente humana, gente má, gente dourada.  

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O escritor atormentado.

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Já passava da meia noite, e ainda estava trancado em meu quarto com a escrivaninha na mão e uma taça de vinho meio bebida ao meu lado. Ao fundo uma lareira tentava em vão esquentar o ambiente, mas tudo o que conseguia era uma tênue luz alaranjada e doentia que contribuía ainda mais para a melancolia do lugar, e me forçava a usar uma lamparina para enxergar meus textos com meus olhos que já começavam a dar sinais de cansaço.

Sei que já deveria está dormindo, mas desde que Camile me deixou não conseguia pensar em mais nada anão ser no trabalho. Ou será que foi o contrario? Bem isso já não importa, agora tudo que me interessa é terminar o manuscrito, sobre as terríveis porem magnificas visões que tive.

Não, não estive em nenhum lugar exceto minha mente (o lugar mais perigoso em que se pode estar), talvez dormindo ou desvanecendo enquanto tragava meu cohiba cubano, presente de um amigo errante e luxurioso, que a tempos não o via, e tão pouco me interessa sua presença, embora ele se acomode esta noite em um dos quartos dos criados. Mas talvez, tudo o que vivi tenha sido real.. Não, já está tudo terminado, e não passa de delírios..Tudo o que me importa esta diante de mim.

Será tão delirante assim e ao mesmo tempo excitante degustar-me com a escrita? Porque ao mesmo tempo me sinto são incapaz quanto o mais humilde dos mortais e tão grandioso e arrogante quanto os deuses de outrora? Será assim uma epifania? Será assim a loucura?

E eu que me pergunto, o porque estou a terminar este prefacio para um leitor que nem ao menos conheço, isso supondo que estas palavras cheguem ao ouvidos e olhos de alguém.. Mas deverei eu por deixar um livro incompleto? Que blasfêmia, nunca me permitirei tal perjúrio. Então fique avisado, caro companheiro de letras, que por ventura leia as próximas palavras. Se não tiver coragem, pare de ler agora, ou arrisque-se a provar sua própria sanidade.


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quinta-feira, 8 de março de 2012

Porquê talvez..

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Porque talvez um dia não seja o suficiente.
Porque talvez quando quero te proteger, é você quem me protege.
Porque talvez quando tento parecer forte, é você que me sustenta.
Porque talvez quando tento te guiar, seja você que me mostre o caminho.
Porque talvez você seja aquela que mais me irrita e ao mesmo tempo
a única que me traz paz.
Porque talvez seja mais difícil dizer que você esta linda, gorda ou magra,
do que pular de para-quedas.
Porque talvez, apenas você, mulher, possa ser pra minha vida tudo
 ou torna-la um nada.
Porque talvez, não, COM CERTEZA, apenas contigo, eu me sinta INTEIRO.









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