sábado, 7 de maio de 2011

O corvo e a Borboleta

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Certa vez o corvo e a borboleta se apaixonaram
Mas ele sabia que apenas a traria dor.
Então jurou nunca tocá-la
E as folhas carregaram suas lagrimas.

Num céu de outono, um vulto a perseguiu
Desesperada ela voou para longe.
O espantalho disse que lhe protegeria.
E então, com sua cantiga ela adormeceu

Seguindo os gritos de socorro
Voando em direção ao crepúsculo
O corvo a viu deitada
Desesperado, ele tentou alcançá-la

Então depararam-se os rivais
E as gotas de sangue voaram com as flores
Pintando os céus de rubro

Então ela despertou dos domínios de Morpheus
penas negras cobriam seu rosto
A terrível sombra havia partido
Porem, a que preço?

A desolação então preencheu seu coração
penas negras e fios de palha pelo chão
Um cemitério de amores e dor

Fugir era em vão
O vermelho já havia banhado seu rosto
Escorrendo por suas asas como lagrimas
E fazendo nascer a borboleta de sangue

Comentários
5 Comentários

5 comentários:

L. Icchelus disse...

Bárbaro!
Não seria possivel carregar mais melancolia e amor numa ode. Tal qual um peixe e um pássaro apaixonados.

Kariny Acioly disse...

Maravilhoso

OD disse...

Agradeço os comentarios. =]

Andreia disse...

E o leão se apaixonou pelo cervo. Muito bom,na adversidade sempre nasce o melhor.

OD disse...

verdade, por sinal, o corvo foi usado nesse post por se tratar de um dos animais que acho mais interessantes na natureza. E nem é pelo lado sombrio dele, mas por ser uma ave orgulhosa e astuta.

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