domingo, 13 de março de 2011

Sui Caedere - Parte I

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Conferência do grupo iniciada:

Marin: Amanhã é o dia não é?

Observador: Claro, já venho avisando vocês há dias...

Jean: Liga pra ela não, ela sempre esquece as coisas.

Marin: Ei!

Angel: Jean sempre insensível... Garoto se toca! Ela não te quer e nunca vai te querer! Principalmente depois de amanhã.

Yoko: kkkkkkkkkk

SS13: Eu ri dessa.

Observador: Então só para lembrar, amanhã às 11h na beira mar, de lá eu dou as outras instruções.

Marin: Tem certeza que vai dar tudo certo?

Marin: To meio preocupada.

Jean: Garota pára de bobagem, sua medrosa.

Marin: É por isso que você nunca vai arrumar uma namorada.

Observador: Jean já ta bom não é? Vou te banir se continuar...

Observador: E Marin eu já tenho tudo arrumado não se preocupa.

Jean: Tá, Tá, parei.

Marin: =)

Yoko: Ei vocês ouviram a música nova do Rest? Mandei pra vocês faz dias.

Jean: Nossa sem palavras pra aquela música.

SS13: Também acho.

Marin: To viciada na “Call me” faz dias. Não consigo parar de ouvir.

Angel: Eu vou indo, meu irmão tá me perturbando aqui faz tempo pra usar o PC...

Jean: Pobre coitada. haha.

SS13: Até amanhã Angel. Vou indo nessa também.

Yoko: eu também vou até mais.

Observador: Bem já que todo mundo tá indo embora vou fechar a conferência, irei mandar um email para os outros avisando do nosso encontro e até amanhã e não se atrasem.

Conferência do grupo terminada.


Noite de Fortaleza, um carro passando calmamente pelo bairro da Praia Iracema, o vento calmo do mar entrava pelas janelas, o céu estava limpo e o clima ameno e confortável. Muito diferente do que era pela manhã quando o sol castigava os andarilhos de Fortaleza.

O celular começou a tocar, observou o número e viu que era o Malcon da delegacia. Um incidente à uma hora dessas? Pensou o homem atendendo o celular.

- Oi, o que você quer?

- Marcos, to com um incidente aqui na beira mar com uns jovens.

A voz de Malcon falhou alguns instantes e então continuou.

- Eu sei que você tá indo para casa, mas, por favor, vem aqui.

Engoliu em seco depois do pedido.

Marcos com um ar de indignação disse:

- Você tem muita sorte por que estou do lado da Beira Mar, chego ai em dois minutos.

Marcos entrou duas ruas a frente, parou de frente para um bar e foi em direção a beira mar.
Droga o que esses garotos estão fazendo? Pensou observando toda a movimentação.


Chegada do grupo ao local de encontro:

A primeira a chegar foi Marin e segundos depois Yoko, trocaram alguns olhares, mas não soltaram nenhuma palavra, logo depois chegaram Jean com alguns amigos e o mesmo logo começou a falar mal de todos os presentes acentuando seus defeitos e deficiências. Desenvolvendo um assunto assim todos começaram a trocar algumas palavras e assim chegaram até completar nove pessoas.

Até que a última pessoa chegou, Observador o líder do grupo. Ele tinha um modo peculiar de se vestir usando: um par de tênis como cordão ao redor do pescoço, calças jeans rasgadas ao avesso e uma camisa baby look rosa. Os que já tinham visto ele não estranharam seu estilo incomum, mas os outros o olharam com outros olhos. Bem eles não ligavam desde que recebessem o que queriam. E assim o Observador vendo que todos estavam ali, disse:

- Bem pessoal acho que estamos dentro do horário, faltam 10 minutos, vamos nos divertir! Vocês não precisam saber o nome uns dos outros hoje, podem se chamar do modo que quiserem, até podem não dar os nomes se quiserem. Vamos indo já preparei tudo.

Observador andou alguns metros até chegar a um hotel.

- Chegamos meus caros, onde tudo vai começar. Disse ele com um sorriso no rosto.

Seus seguidores o viam como um profeta que os levaria aos céus. Todos estavam empolgados e agora não paravam de falar e sorrir.

O líder os levou até a cobertura do prédio de onde ele era dono. Seus pais deixaram para ele depois de viajarem para os Estados Unidos, junto com uma renda mensal para pagar suas dívidas e eventuais gastos.
Chegando ao apartamento, eles não perderam tempo em miudezas e seguiram até a varanda do apartamento para o pronunciamento do líder. A varanda enorme tinha uma piscina, um pátio enorme para festas e um parapeito que caberia uma pessoa deitada com uma vista para o mar.

Observador olhou nos olhos de cada um dos presentes, nenhum deles demonstrava remorso por estar ali. E então falou:

-Tudo que deveria ter sido falado já foi falado, tudo que deveria acontecer aconteceu e agora vamos começar.

Todos ficaram um ao lado do outro, subiram o parapeito, sentiram o vento do mar batendo em seus rostos, com uma distância de poucos centímetros do limite do parapeito deram as mãos uns aos outros sorrindo como se tivessem escutado uma piada, e assim contaram todos ao mesmo tempo.
Três... Dois... Um...


Fim do encontro do grupo.


Para surpresa de Marcos, Malcon já tinha cercado o local e deixado as pessoas longe, mas quando chegou lá percebeu por que a voz de seu companheiro estava tão alterada. Pulou o cordão de isolamento e foi direto à cena do crime. Malcon estava de pé se contendo para não vomitar e os outros policiais olhando horrorizados para o acontecido.

Dez jovens estavam mortos no chão com idades entre 15 e 18 anos, todos contorcidos, braços e pernas quebradas, crânios amassados e sangue por todo lugar. Por talvez uma queda de um dos prédios, mas isso seria um crime normal se eles não estivessem todos sorrindo do modo mais macabro possível. Seis garotos e quatro garotas.

Marcos chegou ao lado de Malcon e perguntou:

- Já chamou a perícia?

- Claro, eles vão chegar daqui a alguns minutos. Disse ele quase colocando o frango que comeu no jantar para fora.

- Suicídio? Indagou Marcos observando mais de perto os corpos.

- Não sei, mas dez crianças Marcos? Quem iria jogar todas elas de um prédio e ao mesmo tempo? E esses sorrisos, cara isso é coisa do Demônio!

Falou Malcon virando o rosto e colocando finalmente seu jantar para fora. Marcos se aproximou mais um pouco para ver mais detalhes e com um cheio de dúvidas, disse:

- Nós não sabemos dos detalhes ainda, não vá fazendo suposições apressadas. Existe gente para tudo nesse mundo. E eu particularmente não acredito nessas coisas de Demônio e Deus.

Marcos deixando a conversa com Malcon de lado ficou se perguntando o que faria dez jovens pularem de um prédio por espontânea vontade. Vieram-lhe inúmeras respostas na sua cabeça, mas somente uma lhe satisfazia.

Não foi apenas um suicídio.

Comentários
4 Comentários

4 comentários:

Andreia disse...

Acho,que é mais que um suicídio, é a entrada para uma nova vida. Gostei , um bom motivo para refletir sobre o que de fato somos ou almejamos ser.

Deneb disse...

Não posso dar spoiler, mas acho que vão gostar da continuação. Valeu pelo incentivo =)

bruckz disse...

muito interessante o texto, ideias muito bem trabalhadas...
precisa só dar uma caprichada na gramática (pontuação, ortografia) e na semântica, certo?
mas a história tá ótima! esperando a continuação =)

Deneb disse...

Valeu Bruckz, espero continuar o conto logo. E sobre os erros parece que passou pelo revisor (Icelo =/) vou dar uns tapas nele.

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